O IVA considera os seguintes aspectos para que você possa habitar e usufruir um espaço que proporcione bem-estar e qualidade de vida:
O desenvolvimento tecnológico ao mesmo tempo que proporciona avanços em várias áreas da humanidade, altera também os meios físicos naturais.
É consenso hoje que o ar atmosférico está cada vez mais poluído, notadamente nos grandes centros urbanos e próximo a eles, em conseqüência das diversas atividades e hábitos humanos.
Ao se verificar, por exemplo, a existência de fontes poluidoras no entorno do empreendimento, assim como a direção predominante dos ventos na região, é possível se determinar o grau de impacto que a combinação destes fatores produz na qualidade do ar externo. Naturalmente, soluções mitigadoras são consideradas nesta análise. Do mesmo modo, respirar um ar de qualidade no interior de uma empresa ou de um hotel, requer a avaliação das características e soluções empregadas para os sistemas de ventilação e condicionamento, além das condições gerais de controle de modo a garantir a oferta de um ar interno em adequadas condições de pureza, umidade e temperatura.
Avaliar a qualidade do ar em um empreendimento e seu entorno é tratar diretamente da qualidade de vida que ele oferece.
Água é vida.
A necessidade vital da água para todo ser vivo, associada às atuais circunstâncias globais que impactam principalmente em sua disponibilidade e qualidade, delegam à infra-estrutura que é concebida para este recurso - um papel fundamental para a qualidade de vida de moradores ou usuários.
Para empreendimentos de uso residencial, comercial ou industrial, a garantia de se contar com a água em condições seguras e quantidade suficiente, seja ela proveniente da rede pública ou fornecida pelo próprio empreendimento, embora pareça óbvio, é hoje uma condição que deve ser atentamente observada.
Do mesmo modo, a infra-estrutura que se dispõe de maneira a permitir a racionalização de seu uso, seja por equipamentos que reduzam o consumo ou por procedimentos que permitam o reuso é, por exemplo, uma ação que contribui para garantir melhores condições de disponibilidade de um recurso que é a cada dia mais escasso; representa, assim, um indicativo do grau de otimização que está sendo dado ao seu uso no empreendimento.
Esta avaliação busca assim analisar o recurso água sob a ótica da infra-estrutura de segurança, quantidade e qualidade que é oferecida tanto para o abastecimento como para a racionalização de seu uso.
Fatores como valorização imobiliária, boa localização, privacidade e segurança constituem-se, via de regra, nos meios mais usuais de se avaliar o local da implantação de um empreendimento.
Todavia, há questões anteriores, menos óbvias mas igualmente fundamentais na avaliação do local de implantação de um empreendimento e que impactarão diretamente no nível de qualidade da escolha. Identificar as situações de risco natural a que está sujeita a área do empreendimento como declividade do terreno, geologia e tipo de solo, pode prevenir acidentes e evitar prejuízos advindos, por exemplo, de extensa movimentação de terra em terraplenagens.
Por outro lado, atualmente, um dos problemas mais comuns no estabelecimento de empreendimentos é a implementação sobre solos contaminados. Investigar a região destinada ao empreendimento, assim como seu entorno, identificar eventuais fontes de contaminação e levantar o passivo ambiental constituem-se, portanto, em procedimentos essenciais.
A avaliação sobre o local de implantação do empreendimento leva em conta, portanto, as ações em infra-estrutura que considerem as situações de risco naturais no local, assim como as evidências de potencial contaminação e respectivas medidas de mitigação.
A abordagem sobre a infra-estrutura de saneamento deve ser avaliada considerando-se a possibilidade de que haja impactos ambientais negativos e prejuízos ao empreendimento e seu entorno. Assim, um sistema de drenagem devidamente implementado pode significar a segurança de se chegar e sair de casa ou do trabalho sem ter que se deparar com freqüentes e evitáveis alagamentos ou inundações.
Por outro lado, o uso de quaisquer tipos de empreendimentos leva, inevitavelmente, à geração de resíduos sólidos, efluentes líquidos ou emissões gasosas. Ter infra-estrutura adequada, por exemplo, para coleta e armazenamento de lixo e recicláveis, tratamento e destinação de efluentes é tão fundamental para a qualidade de vida de moradores ou usuários quanto à adequada infra-estrutura para abastecimento e uso de água.
A inexistência ou inadequação destas soluções, sejam públicas ou por conta do próprio empreendimento, podem levar a impactos negativos de grande magnitude como, por exemplo, a contaminação de corpos d‘água, de lençóis freáticos ou a criação de lixões em áreas desocupadas no próprio empreendimento ou proximidades.
Independente da escala analisada, a importância da infra-estrutura para saneamento é um tema prioritário nas principais agendas globais que visam à qualidade de vida do ser humano.
A crescente quantidade e diversidade das atividades humanas vem quase sempre acompanhada da geração de ruído. A intensidade e a freqüência de ruído a que um indivíduo está exposto têm reflexos comprovados em sua saúde e, portanto, em sua qualidade de vida.
Nesse sentido, o primeiro passo dessa avaliação é analisar a existência de fontes propagadoras de ondas sonoras, seja no entorno ou no interior do empreendimento.
Isto é válido para todas as fases do empreendimento. Seja no projeto, na construção ou na ocupação.
A simples existência de fontes de ruído não é, todavia, o único critério que define a avaliação deste tema. São também considerados os procedimentos empregados para o isolamento/enclausuramento de eventuais fontes existentes e que visam garantir o atendimento a padrões de qualidade acústica no ambiente.
O local em que você vive, trabalha ou se diverte não está isolado. Ele influencia e é influenciado por outros empreendimentos que estão localizados nas proximidades e pela infra-estrutura local.
Essa influência pode afetar sua qualidade de vida para melhor ou para pior.
Por exemplo: depósitos de inflamáveis e explosivos localizados nas redondezas podem colocar em risco sua segurança. Indústrias podem trazer gases e odores indesejáveis. Grandes escolas podem ocasionar um forte impacto no trânsito local. Bares e casas noturnas podem prejudicar a qualidade do seu sono.
Por outro lado, a proximidade de serviços básicos e de um pequeno comércio local pode facilitar a sua vida ao permitir um acesso rápido e freqüente a essas facilidades. A proposta do empreendimento deve estar em conformidade com o Plano Diretor do município e, mais do que isso, deve estar protegida por ele. Além disso, é importante observar a dinâmica da tipologia do traçado urbano. Um bairro com a tipologia (aspecto) já consolidada não trará muitas surpresas: é o que se vê! Num bairro em transformação, o uso e ocupação inadequados podem fazer piorar a qualidade de vida no local. Além disso, a existência de padrões construtivos definidos pelo empreendedor é uma garantia de que o empreendimento não terá suas características mais importantes alteradas por intervenções não coerentes com o projeto original.
A questão da mobilidade está diretamente ligada à qualidade de vida. O trânsito intenso e caótico das grandes cidades e muitas vezes até mesmo em cidades de portes menores é causa de perda de tempo, de irritação e até mesmo de acidentes indesejáveis.
Para os que usam o transporte individual ou coletivo, poder chegar em casa ou em seu lugar de trabalho ou de lazer, trafegando por vias adequadas e com segurança, gastando um tempo razoável no percurso, é condição para se viver bem.
Para os pedestres, caminhar por locais com infra-estrutura que vise à segurança no transito, e que sejam ao mesmo tempo agradáveis, além de proporcionar bem-estar é um estímulo a deixar o veículo em casa para cobrir pequenos trajetos.
Tão importante quanto se deslocar é poder contar com vagas de estacionamento em quantidade suficiente na área interna do empreendimento.
A avaliação feita sobre o tema MOBILIDADE, além de considerar a infra-estrutura viária já implantada, também leva em conta o planejamento viário municipal, caso exista.
Seja em casa, no lazer ou no trabalho, o contato com a natureza é importante para manter o equilíbrio e fugir do stress. Poder usufruir uma vista agradável, caminhar por uma área ajardinada, ou até mesmo poder sentar-se e desfrutar de um instante em um local adequado para relaxar é revigorante.
Árvores, além de serem agradáveis, ajudam na contenção da poluição atmosférica, na regulação da temperatura e da umidade do ar e servem como barreiras de proteção contra ruídos e vento excessivo.
Um espaço adequado para o lazer e o convívio social humaniza o lugar de morada ou de trabalho e contribui para a qualidade de vida das pessoas.
A acessibilidade se refere às condições de facilidade, conforto e segurança para a movimentação e permanência dos usuários no empreendimento.
Para as pessoas com necessidades especiais e pessoas idosas com dificuldades de locomoção, o atendimento aos critérios de acessibilidade contribui para que possam ter uma vida digna, produtiva e independente. O tema ACESSIBILIDADE é avaliado em relação aos espaços projetados, materiais utilizados, sinalização e soluções de projeto para conforto e segurança dos ocupantes do empreendimento.
Na maioria das vezes, não se dá devida importância aos itens relacionados à segurança, quer seja porque não se pensa neles, quer seja porque não são totalmente visíveis.
Entretanto, a exposição a riscos de incêndio, explosões, raios e outros perigos está presente em maior ou menor grau aonde quer que se esteja.
Portanto, quando se fala em minimização de riscos e proteção contra os perigos, não se deve economizar.
A avaliação do tema SEGURANÇA leva em consideração a aprovação pelos órgãos competentes das instalações existentes no empreendimento; instalações de gás, energia elétrica, pára-raios e antenas de celulares para que estas não sejam fatores de risco para os seus ocupantes. São também consideradas as instalações disponíveis para dar combate na eventualidade de um incêndio. A segurança deve vir em primeiro lugar.
Um imóvel consome energia para iluminação, para aquecimento de água, para a climatização dos ambientes, para a movimentação de elevadores, para o acionamento de bombas e de outros tipos de equipamentos.
Economia de energia pode ser conseguida a partir de soluções de projeto que considerem os conceitos da arquitetura bioclimática, a qual leva em conta as condições ambientais locais, quais sejam o clima, o sol, o vento, a topografia e a vegetação.
O uso de equipamentos de alto rendimento energético, como por exemplo lâmpadas frias; o uso de soluções que disponibilizem a energia apenas no momento do uso, como por exemplo os sensores de presença, são meios de poupar um recurso cada vez mais caro e escasso como é a energia elétrica.
A utilização de energia alternativa em uma edificação, como é o caso, por exemplo, da energia solar para o aquecimento de água ou para geração de energia, além de baratear os custos de operação, também contribui para a preservação do meio ambiente.
Preservar-se as características de um imóvel é fundamental para manter as condições de habitabilidade, salubridade, segurança e estética, assim como para manter o valor do investimento feito.
A preservação dessas características tem a ver basicamente com três aspectos: 1) construção com materiais duráveis; 2) uso e operação adequados do imóvel e dos equipamentos; 3) manutenção adequada do imóvel e dos equipamentos. Materiais mais duráveis e confiáveis, geralmente, têm prazos de garantia mais estendidos.
Instalações que sejam fáceis de utilizar, que requeiram menos manutenção e cuja manutenção seja mais fácil de ser realizada são as mais eficientes e econômicas. As pessoas não gostam de manutenção! Portanto, durabilidade e baixa necessidade de manutenção são importantes fatores de valorização do imóvel.
A relação habitação/meio ambiente está vinculada a um complexo universo de questões e situações. É de se esperar, portanto, que exista uma vasta gama de requisitos legais composta principalmente de autorizações, licenças, alvarás, certificados e outros que regulam a conformidade desta relação.
Em um empreendimento, por exemplo, eles cobrem as diversas fases de sua implantação: desde o planejamento (projeto), construção e ocupação ou funcionamento.
O não-atendimento a estes requisitos quase sempre significa situações de degradação ambiental e outros riscos no empreendimento e seu entorno, acarretando redução da qualidade de vida e elevação significativa e desnecessária de custos para empreendedores, usuários, população vizinha e Poder Público.
Desse modo, com o objetivo primordial de resguardar a qualidade de vida e bem-estar de usuários ou moradores, o atendimento aos requisitos legais aplicáveis a um empreendimento é condição preliminar para os fins a que se propõe esta avaliação.